Blog 01 Agosto 2019

Nosso maior medo, virou realidade: obesidade infantil!

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Por Denise Lima- Nutricionista 

OBESIDADE INFANTIL

 

O que você vai encontrar neste artigo:

  • Conceito e panorama na obesidade infantil
  • Fatores que determinam o excesso de peso e as consequências para saúde infantil
  • Diagnóstico
  • Influência da alimentação na prevenção e tratamento da obesidade infantil

Que o quadro de obesidade está aumentando cada vez mais, não é novidade. E as crianças não fogem disso, a obesidade infantil está crescendo e a atenção das mamães e papais tem que estar redobrada quanto a isso.

A obesidade é uma doença crônica não transmissível, sendo caracterizada como um excesso de gordura corporal que pode trazer malefícios a saúde do indivíduo.

O Brasil passou por uma drástica mudança no perfil nutricional que a partir da década de 70 houve uma redução do quadro de desnutrição em crianças e um aumento de casos de sobrepeso em adultos, que ficou conhecido como transição nutricional.

E recentemente, a Imperial College London e a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizaram um estudo que observou que o excesso de peso em crianças e adolescente com uma faixa etária de 5 a 19 anos aumentou dez vezes durante as últimas quatro décadas. Com isso, os quadros de obesidade infantil estão crescendo sendo considerada uma das maiores desordens nutricionais no mundo.

  • Fatores que determinam o excesso de peso e as consequências para saúde infantil

A obesidade infantil é determinada por diversos fatores como causas genéticas, emocionais e/ou socioeconômicas. Além disso, o consumo excessivo de alimentos associada ao sedentarismo contribuem com o quadro de obesidade.

Existe uma crescente mudança no padrão alimentar aderindo a tendência da “dieta ocidental”, que é caracterizada como uma dieta rica em gorduras, açúcares e alimentos refinados, e baixo consumo em fibras e cereais integrais.

Além da grande oferta de alimentos com baixa qualidade nutricional, existe o grande marketing que está por traz da distribuição desses alimentos que alcança principalmente as crianças.

Estudos mostram que a alimentação na infância pode determinar os hábitos que a criança levará para a vida e já se sabe que a obesidade na infância predispõe maior chance para uma obesidade na vida adulta e está relacionada a um maior risco para o aparecimento de doenças crônicas, diabetes tipo 2, dislipidemia, câncer, hipertensão arterial e síndrome metabólica ao longo da vida.

  • Diagnóstico

O diagnóstico de excesso de peso infantil é algo que deve estar presente na rotina do nutricionista, sendo muito importante a avaliação antropométrica através das curvas de crescimento e desenvolvimento estabelecido pela OMS. E quanto antes for detectado esse quadro, mais fácil é o tratamento.

  • Influência da alimentação na prevenção e tratamento da obesidade infantil

A prevenção é na obesidade infantil ocorre através de uma alimentação saudável com uma redução no consumo de alimentos industrializados (refrigerantes, doces, bolos, salgados, frituras, snacks) e a prática de atividade física.

O Guia Alimentar da População Brasileira (2014) traz algumas recomendações para auxiliar na adoção de uma alimentação saudável, como a redução do consumo de alimentos ultra processados, o consumo de frutas e verduras durante o dia, preferir alimentos in natura, consumir óleos, gordura, sal e açúcar em poucas quantidades, entre outras.

O tratamento da obesidade tem como objetivo melhorar a saúde do paciente e alcançar a redução e manutenção do peso corporal, sendo que uma redução 5% já traz benefícios aos indivíduos, pois diminui o risco de doenças relacionadas a obesidade.

É importante destacar que o tratamento vai muito além da perda de peso, sendo importante um tratamento aliado a mudança do aspecto comportamental do paciente para que consiga uma mudança dos hábitos alimentares para o resto da vida através de uma alimentação adequada e sustentável baseada na reeducação alimentar.

Vale ressaltar que criança não faz dieta! Pois ela está em fase de crescimento, então a melhora qualitativa da alimentação e a prática de atividade física, como um esporte, dança, ciclismo, já vai colaborar com a redução do peso. E os nutricionistas presentes nas escolas/creches são responsáveis pela educação alimentar e nutricional que vai orientar sobre a alimentação e quando atua em parceria com os professores, pais e famílias, esse processo fica ainda mais fácil na melhora dos hábitos alimentares.

Por isso é tão importante o cuidado com a alimentação das nossas crianças sendo uma forma de cuidado para que elas tenham um futuro com mais saúde!

O nutricionista é o profissional que irá ajudar nessa questão, além de atuar com outros profissionais da saúde em busca da redução da obesidade infantil.

Na escola o profissional nutricionista junto aos pais e educadores tem a oportunidade de trabalhar para que esta realidade seja diferente em um futuro próximo. Vamos mudar o mundo juntos? Contamos com você nesta linda e grandiosa missão.

Ainda está com dúvidas? Deixe aqui nos comentários que nossa equipe de Nutricionistas irá responder com todo carinho. Sugestões para os próximos textos são muito bem vindas.

Com carinho,

Nutricionista- Denise Lima

 

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica, 2ª. ed., 2014.

COLLABORATION, N.C.D.R.F. Worldwide trends in body-mass index, underweight, overweight, and obesity from 1975 to 2016: a pooled analysis of 2416 population-based measurement studies in 128·9 million children, adolescents, and adults. Rev. Lancet., v. 390, n.10113, p.2627-2642, 2017.

FILHO, M. B.; RISSIN, A. A transição nutricional no Brasil: tendências regionais e temporais. Rev. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, p.181-191, 2003.

PINHEIRO, A. R. O.; FREITAS, S. F. T.; CORSO, A. C. T. Uma abordagem epidemiológica da obesidade. Rev. Nutr., Campinas, v. 17, n.4, p.523-533, 2004.

SOUZA, J. M. B.; CASTRO, M. M.; MAIA, E. M. C.; RIBEIROD, A. N.; ALMONDES, K. M.; SILVA, N. G. Obesidade e tratamento: desafio comportamental e social. Rev. bras.ter. cogn., Rio de Janeiro, v.1, n.1, 2005.

WANDERLEY, E. N.; FERREIRA, V. A. Obesidade: uma perspectiva plural. Rev. Ciência & Saúde Coletiva, v.15, n.1, p.185-194, 2010.

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