Blog 05 Janeiro 2019

Avaliação Nutricional Escolar, não cometa estes erros.

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Você não vai cometer esses erros, não é?

Vou te ensinar 10 passos para fazer uma avaliação nutricional na escola que encanta!

Quando iniciei minha carreira, cometi alguns erros ao fazer a avaliação nutricional dos alunos. Meus primeiros 6 meses de carreira dariam um livro de tantos desafios. Mas não se preocupe, eu resolvi abrir meu baú de aprendizados (erros para alguns) aqui no blog para amenizar os desafios que você enfrenta aí na sua jornada. Vamos lá:

Aprendizado Nº 1: falha na comunicação. Sim não tinha comunicação efetiva com a comunidade escolar (pais, diretoria, secretaria, professores e funcionários da escola). Eu simplesmente queria fazer acontecer sem planejamento mínimo. Sem visão de futuro.

Olha a situação: Convoquei todos os pais, fiz uma reunião e apliquei um questionário imenso. Eu não conhecia meu público alvo direito. Muitos pais não sabiam ler, a linguagem estava técnica demais, parecia que estávamos numa consulta avaliativa de faculdade. Virou o caos...

Alguns pais achavam que eu ia tirar sangue dos meninos. Ali estava eu, sem conseguir atender toda a demanda para fazer 220 avaliações de crianças carentes, sem sistemas ou software, sem computador, e com toda a rotina da UAN sendo implantada ao mesmo tempo. Deu vontade de sair correndo. Vi o pânico no olhar dos pais e constrangimento. Consegui contornar a situação com a ajuda do pessoal da secretaria. Depois de coletar estes dados foram 2 meses de tabulação manual.

Percebeu o erro número dois aqui?

Antes de fazer qualquer intervenção conheça seu público. Fale uma linguagem simples. Após toda coleta manual, lá vai eu fazer a tabulação de dados um por um. Me deu vontade de desistir da profissão naquele momento.

Eu levei dois anos, para descobrir que poderia usar um sistema gratuito para fazer essa avaliação de forma muito mais precisa, muito mais organizada. Vou te como foi nas próximas linhas. Vamos aos passos para fazer uma avaliação nutricional na escola sem tantos transtornos e entregar relatórios que encantam e geram resultados positivos a todos, inclusive a você.

1º PASSO: tenha uma comunicação assertiva. Conheça seu público, esta é uma maneira para se comunicar de forma efetiva. Convoque uma reunião prévia para explicar o que é uma avaliação nutricional, a importância dela na escola. Por quais motivos irá fazer, como vai entregar estes resultados. Tranquilize-os.

2º PASSO: Após obter a lista de matriculados com a secretaria, bem como a ficha de saúde, faça uma planilha com tudo que vai precisar para inserir os dados destes alunos. Nesta ficha geralmente tem informações importantes como alergias alimentares e problemas de saúde que você pode intervir. Faça uma planilha simples no excel com nome do aluno, turma, faça um código verificador para cada criança, assim caso você precise compartilhar esses dados com alguém (eu tinha que compartilhar com o GDF), ninguém vai identificar o aluno, apenas seu perfil nutricional, peso, altura, IMC e etc.

3º PASSO: Pesar e medir a criança, utilizando as técnicas e os instrumentos adequados conforme preconizado pelo sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN. Acesse o manual com orientações neste link: https://bit.ly/2CQnPVB

4º PASSO- Insira estes dados no programa gratuito da OMS chamado Antrho e Anthro plus.

Acesse o manual gratuito neste link: https://www.slideshare.net/jefe_docencia/who-anthroplus-manual

5º PASSO: Faça o diagnóstico nutricional da criança, interpretando cada índice avaliado obtido.

6º PASSO: Elabore um relatório para entregar aos pais com os gráficos gerados pelo programa Anthro e um texto seu informando sobre o diagnóstico.

Dica: aos alunos que estão fora dos padrões (desnutrição, risco de sobrepeso, obesidade) escreva um texto solicitando que o responsável leve a criança ao pediatra e nutricionista para avaliação dos demais parâmetros, uma vez que a avaliação antropométrica feita na escola é apenas uma triagem.

Dica 02: Vale ressaltar que você pode tanto indicar um colega para fazer este acompanhamento ou você mesmo, caso atenda em consultório. No entanto, peça autorização para a escola para divulgar seus serviços. Parceria duradouras trabalham em sinergia.

7º PASSO: Compartilhar com a mãe/responsável o diagnóstico nutricional da criança. Faça isso preferencialmente no dia de reunião de pais, assim eles podem esclarecer possíveis dúvidas.

8º PASSO: Fazer a intervenção adequada para cada situação encontrada, por meio de palestras, atividades de EAN com toda comunidade escolar (aqui você pode vender vários serviços)

9º PASSO: Realizar relatório com as estatísticas encontradas para ser entregue à direção. Gosto de chamar este relatório de ROM (relatório de oportunidades de melhoria).

10º PASSO: Implantar as melhorias sugeridas no relatório semestral/anual.

Seja você responsável técnico pela escola ou um prestador de serviços, entenda que sua posição frente à escola vai muito além de elaboração de cardápios, você tem a oportunidade de mudar vidas, de promover saúde, de alterar os índices de obesidade e doenças não transmissíveis com tarefas simples e bem executadas. Você tem a oportunidade de mudar vidas, de criar uma geração muito mais saudável. Já parou para pensar sobre isso?

Gostou das dicas? Imagine aprofundar ainda mais. Estas e muitas outras dicas e vivências estão no curso Nutrição escolar na prática.

Seja um Nutricionista escolar de sucesso. Encante, posicione-se.

Faça já sua inscrição. Acesse o link:https://bit.ly/2R9Uf5C

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